[Texto] Ajudantes da Assata – Marilyn Buck

Nesta série, Ajudantes da Assata, apresentaremos textos retirados do endereço eletrônico da Assata Shakur sobre as pessoas que a ajudaram a fugir da prisão em 1979. Marilyn Buck foi uma delas. Ela foi presa em 1985 e libertada em 2010, um mês antes de falecer.

 Texto retirado de http://www.assatashakur.org/marilyn.htm

marilyn

Marilyn Buck

Marilyn Buck é uma presa política Anti-Imperialista. Ela está encarcerada por suas ações anti-imperialistas realizadas em apoio à libertação nacional, libertação das mulheres e justiça social e econômica.

Nos anos 60, Marilyn participou de protestos contra o racismo e a guerra do Vietnã. Em 1967, ela se tornou membro da Estudantes por uma Sociedade Democrática[1]. Marilyn tornou-se membro de um coletivo radical de produção de filmes e propaganda, passando filmes como ajuda na organização em encontros comunitários, grupos do ensino médio, comitês de trabalhadores e nas ruas. Ela também participou em grupos internacionais de solidariedade em apoio às lutas vietnamita, palestina e iraniana contra o Xá[2]. Ela fez trabalhos em solidariedade às lutas dos nativos norte-americanos, mexicanos e libertação do povo Negro.

Como resultado direto de toda essa atividade, ela se tornou alvo do COINTELPRO[3]. Em 1973, ela foi presa e condenada por comprar duas caixas de projéteis. Acusada de ser membro do BLA[4], ela foi condenada a 10 anos, a sentença mais longa já dada a alguém para esse tipo de acusação. Em 1977, ela ganhou o direito de sair da prisão e nunca retornou, entrando para o movimento revolucionário clandestino. Em 1985, ela foi capturada e enfrentou 4 julgamentos diferentes. Ela foi acusada de conspiração de apoiar e libertar PP/POW[5] e apoiar a luta da Independência da Nova Áfrika [6]através de expropriações. Em 1988, ela foi indiciada por conspiração de protestar e alterar políticas do governo através do uso de violência contra prédios do governo e de militares e recebeu mais 10 anos por conspirar de bombear a sede do Legislativo de Nova Iorque. Ela está servindo um total de 80 anos.

Junto com os presos políticos David Gilbert e Laura Whitehorn, Marilyn Buck foi entrevistada por companheiros do grupo Resistência no Brooklyn[7]. Essas entrevistas foram todas publicadas no livreto Enemies of the State, disponível pela Kersplebedeb por $4. Clique aqui para mais informação.

Marilyn também ganhou o prêmio de poesia do programa PEN Prisin Writing e um livreto dos seus poemas chamado Rescue the Word foi publicado em 2001. Também está disponível pela Kersplebedeb Literature Rack.

Em suas próprias palavras: “Eu também sou uma forte defensora da liberdade dos presos politicos/POW e também do fim do sistema de escravidão da prisão dos EUA. Ser uma presa política não é meu único trabalho. Eu acho que é um desperdício e uma visão-curta relegar presos politicos a trabalhar apenas em volta de si mesmos. Só porque somos prisioneiros, não significa que perdemos nossa razão, nossos poderes analíticos. Nós ainda temos uma visão de mundo baseada em anos de experiência. Muitos, mesmo nos nossos movimentos politicos, prefeririam nos relegar a peças de museus, objetos de campanhas talvez, mas não sujeitos politicos e companheiros em uma luta política atual contra o imperialismo, opressão e exploração. O estado tenta nos isolar, verdade; isso faz com que o mais improtante seja não deixar com que sejam bem sucedidos na sua proposição. Nós lutamos por identidade política e associação daqui; é importante que forças políticas do lado de fora não percam de vista os motivos pelos quais o estado quer nos isolar e nos destruir e, por isso, lute para nos incluir em uma vida política – luta ideológica etc. Em muitas lutas, muitos militantes foram exilados, mas ainda assim considerados parte da luta, não apenas objetos. Nós, nós aqui, poderíamos ser considerados internamente exilados. Não nos tranquem em papés de objetivos ou símbolos.”

Marilyn Buck se tornou uma Ancestral em:
Agosto Negro, dia 3, 2010
Depois de servir 33 anos como uma Prisioneira de Guerra

Tradução: foc

[1] Do original Students for a Democratic Society.

[2] Mohammad Reza Pahlavi, xá do Irá de 1941 até 1979.

[3] Counter Intelligence Program, que significa Programa de Contrainteligência, foi uma série de atividades realizadas pelo FBI com o objetivo de se infiltrar e destruir organizações revolucionárias, em especial, organizações pela libertação do povo Negro.

[4] Black Liberation Army ou Exército pela Libertação do Povo Negro.

[5] Political Prisoner/Prisoner of War ou Presos Políticos/Presos de Guerra.

[6] Do original Independence of New Afrika.

[7] Do original Resistance in Brooklyn.

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