[Poesia] Para Minha Mãe

Para Minha Mãe¹ (original) por Assata Shakur Para minha mãe, que engoliu o sonho amerikano² e se engasgou. Para a minha mãe, cujos sonhos lutaram uns com outros – e morreu. Que enxerga, mas não pode suportar ver. Um vulcão comendo sua própria lava. Para minha mãe, que não pôde transformar o inferno em paraíso…

[Poesia] Amor

Amor (original) por Assata Shakur Amor é contrabando no Inferno, porque amor é um ácido que corrói grades. Mas você, eu e amanhã damos as mãos e fazemos promessa que a luta irá multiplicar. A serra possui duas lâminas. A espingarda possui dois canos. Nós estamos grávidas da liberdade. Nós somos uma conspiração. Tradução: foc

[Poesia] Para a Minha Filha Kakuya

Para a Minha Filha Kakuya¹ (original) por Assata Shakur eu² tenho sonhos simples³ para você de uma liberdade distante que eu nunca conheci. Meu bebê, eu não quero vê-la com fome ou sede ou passando frio lá fora. E eu não quero que a geada mate seu fruto antes de amadurecer. eu posso ver um…

[Poesia] Sobras – O que restou?

Sobras – O que restou? (original) por Assata Shakur Depois das grades e dos portões e da degradação, O que restou? Depois das ocupações1 e o fechar das portas2 e das prisões3 O que restou? Digo, depois das correntes que se emaranham no cinza de cada mente, Depois das barras que ficam presas nos corações…

[Poesia] A Tradição

A Tradição (original) por Assata Shakur Siga ela agora. Siga-a. Siga ela agora. Siga-a. Siga a tradição. Existiram Pessoas Negras¹ desde o começo dos tempos que a seguiram. Em Gana e Mali e Timbukutu nós a seguimos. Seguimos a tradição. Nós nos escondemos no arbusto quando os senhores de engenho vieram empunhando lanças. E no…

[Poesia] Afirmação

Afirmação (original) por Assata Shakur Eu acredito no viver. Eu acredito no espectro dos dias Beta e do povo Gama. Eu acredito no brilho do sol. Em moinhos de vento e cachoeiras, triciclos e cadeiras de balanço. E eu acredito que sementes tornam-se brotos. E brotos tornam-se árvores. Eu acredito na mágica das mãos. E…